Bem, devo iniciar contando algo que ocorreu hoje (24/11). Quando preparava meu pendrive no computador da faculdade que leciono, fui surpreendido com uma infecção por vírus, que escondeu todos os meus arquivos. Ao informar-me com um funcionário da área da informática da faculdade, ouvi que meus dados estavam corrompidos e inacessíveis.
Meus 4Gb de arquivos de aulas estavam pedidos. E aí? Confesso que fiquei tão chocado com a possibilidade que nem mesmo raiva pude sentir. Estava atônito.
Bem, cheguei em casa, pesquisei em sites especializados e cheguei no software chamado "Recuva". Resultado: Recuperei TODOS os dados, ainda que estejam misturados e sem nome (imagine só o trabalho que terei...)
Afinal, você pensa: e o que isso tem a ver com a análise do comportamento? Tudo.
Eu poderia analisar os respondentes eliciados por esta situação ansiogênica, ou mesmo a relação regras-contingências entre as intruções que tive e as experiências que realizei. Mas o foco aqui será outro. Me importam as estratégias de resolução de problemas que apliquei. Vejamos:
Optei por buscar saídas que eficientemente resolvessem minha questão. Aliás, esta é a questão: Quem está sob efeito de estímulos aversivos quer - obviamente - saídas imediatas e eficientes. Nem entro no mérito do imediatismo da cultura atual, mas há algo filogenético nisto também. Em outras palavras, em diferentes graus, todos somos pragmáticos. Interessamos pelas utilidades práticas que nossos conhecimentos nos oferecem.
Ao analisarmos funcionalmente nossos comportamentos ou as ações de outros, o mesmo recorte pragmático se faz importante. O sujeito que busca amparo psicológico geralmente encontra-se sobre estimulação aversiva, que possivelmente não será retirada pela simples discussão sobre o caso e as possíveis inferências explicativas. O sujeito busca mudanças em suas relações funcionais, que sejam profundas e duradouras...
Para tal, dá-lhe Análise Funcional!!!
Este blog tem a função de apresentar alguns textos, pensamentos e demais produtos do comportamento verbal do autor.
Além disso, consiste num canal de comunicação para interessados em atendimentos terapêuticos.
Contato:
e.mail: alexromachado@yahoo.com.br
fone: (27) 8803-1430
terça-feira, 24 de novembro de 2009
sábado, 19 de setembro de 2009
Variação e seleção
Os amigos mais próximos sabem que meu filho recentemente nasceu...
Este novo contexto tem contribuído bastante para que eu pense sobre a questão da variação e seleção do comportamento tão enfatizada pela Análise do Comportamento. Mas o quê sua vida tem a ver com isso? vejamos...
Sempre houve um grande interesse em se entender porque as pessoas fazem o que fazem. Porque nos sentimos de determinada forma, porque amamos, mentimos, morremos, etc. Quando não havia ciência ou quando esta não se direcionava aos comportamentos buscavam-se explicações onde fosse possível: estrelas, ventos, espíritos, dons, etc...
Desde Darwin, a noção de variação e seleção tomou força. Características físicas e de conduta de animais não precisavam mais ser explicadas por meros instintos, dádivas divinas ou mistérios da mãe natureza... Aqui, a interessante "Lei do Efeito", cunhada por Thorndike, teve bom proveito: Os efeitos produzidos no ambiente selecionam as características.
Fato é, que Thorndike mais se ocupava de condutas animais do que de características físicas destes. Entretanto, trata-se de uma questão de recorte de análise: Sejamos Skinnerianos e selecionemos a unidade de análise entre filogenética, ontogenética ou cultural...
No nosso caso, vamos resgatar apenas a ontogenia do papai de primeira viagem. À despeito dos supostos "dons", são as tentativas que vem selecionando minhas ações. Desde a discriminação dos determinantes de cada tipo de choro, da alimentação mais adequada, etc., ser pai é mais uma habilidade a ser desenvolvida.
Como sou behaviorista, mais vale me lançar às contingências, atento às variáveis de controle (antecedentes e consequentes) às minhas ações... Assim, serei um pai mais rapidamente, com maior flexibilidade e variabilidade...
Grande abraço,
Alex
Este novo contexto tem contribuído bastante para que eu pense sobre a questão da variação e seleção do comportamento tão enfatizada pela Análise do Comportamento. Mas o quê sua vida tem a ver com isso? vejamos...
Sempre houve um grande interesse em se entender porque as pessoas fazem o que fazem. Porque nos sentimos de determinada forma, porque amamos, mentimos, morremos, etc. Quando não havia ciência ou quando esta não se direcionava aos comportamentos buscavam-se explicações onde fosse possível: estrelas, ventos, espíritos, dons, etc...
Desde Darwin, a noção de variação e seleção tomou força. Características físicas e de conduta de animais não precisavam mais ser explicadas por meros instintos, dádivas divinas ou mistérios da mãe natureza... Aqui, a interessante "Lei do Efeito", cunhada por Thorndike, teve bom proveito: Os efeitos produzidos no ambiente selecionam as características.
Fato é, que Thorndike mais se ocupava de condutas animais do que de características físicas destes. Entretanto, trata-se de uma questão de recorte de análise: Sejamos Skinnerianos e selecionemos a unidade de análise entre filogenética, ontogenética ou cultural...
No nosso caso, vamos resgatar apenas a ontogenia do papai de primeira viagem. À despeito dos supostos "dons", são as tentativas que vem selecionando minhas ações. Desde a discriminação dos determinantes de cada tipo de choro, da alimentação mais adequada, etc., ser pai é mais uma habilidade a ser desenvolvida.
Como sou behaviorista, mais vale me lançar às contingências, atento às variáveis de controle (antecedentes e consequentes) às minhas ações... Assim, serei um pai mais rapidamente, com maior flexibilidade e variabilidade...
Grande abraço,
Alex
sábado, 21 de março de 2009
O "tal" do Comportamento encoberto...
No Post anterior eu apontei sobre a ineficiência de explicações mentalistas do comportamento. Entretanto, uma questão poderia ser tomada como pendente: E quanto ao meu "funcionamento psicológico"? Não lembramos, pensamos, etc.? Claro que sim, por isso me ponho aqui a falar do comportamento encoberto...
Primeiramente, chamo a atenção para a terminologia escolhida por Skinner: Comportamento Encoberdo! Percebam que ele não os chamou de superiores, mentais (lógico), cognitivos ou coisas do gênero. Por quê? Simples. Segundo Skinner, os comportamentos encobertos só se diferem dos demais por conta da limitação do acesso. Se eu penso, só eu tenho acesso ao conteúdo deste pensamento. Entretanto, pensar sobre algo nada mais é do que dizer uma sentença para mim mesmo...
Tomemos o exemplo deste blog. Enquanto você lê estas linhas, poderia pensar coisas do tipo "poxa, realmente faz sentido", ou "discordo completamente". Em ambos os casos, sua resposta verbal seria audível apenas a você, enquanto ainda se restringisse a um pensamento.
Logo, para Skinner, os comportamentos encobertos ("tampados" pela pele) estão sob efeito das mesmas leis que regem os demais comportamentos. Se falar é comportamento, pensar (falar para você mesmo) obviamente também o seria.
Mas Alex, porque tenho de saber isso? Não é obvio? Não, não é. A cultura latina mentalista ao extremo em que vivemos nos ensina a lidar com os fenômenos encobertos como se fossem mentais. Este é o problema. Como dito anteriormente, pouco ou nada avançamos na explicação do fenômeno se nos colocamos a "crer" num pensamento autosuficiente, numa personalidade "X" como causas de comportamento.
Ao contrário de outras abordagens, não precisamos "acreditar" na "internalização" de conceitos, emoções, lembranças, dados, etc. Não precisamos "supor" a existência de um homúnculo, mente, self, ou qualquer outra entidade "dentro de mim", que controle meu comportamento.
Nossa postura é: os comportamentos, ocorrendo dentro ou fora do meu corpo, guardam uma relação funcional com contextos e consequências que produzem no ambiente e pronto! Se um paciente relata pensamentos autodepreciativos, idéias de ruína, etc., ele está se comportando, encobertamente, num contexto auto-observação de falha de desempenho e produzindo como consequência a redução de ansiedade. A esta interação entre contexto, ação e consequência que deve repousar nossa análise funcional. "Suposições" acerca de uma personalidade depressiva não adicionam avanço na análise (por mais que pareçam fazê-lo), ná prática, adiciono um nome mas não explico. As intervenções no caso citado ainda repousarão no contexto e na consequência, não na "tal" Personalidade...
Bem, me despeço, mandando um grande abraço a todos.
:.:Alex:.:
Primeiramente, chamo a atenção para a terminologia escolhida por Skinner: Comportamento Encoberdo! Percebam que ele não os chamou de superiores, mentais (lógico), cognitivos ou coisas do gênero. Por quê? Simples. Segundo Skinner, os comportamentos encobertos só se diferem dos demais por conta da limitação do acesso. Se eu penso, só eu tenho acesso ao conteúdo deste pensamento. Entretanto, pensar sobre algo nada mais é do que dizer uma sentença para mim mesmo...
Tomemos o exemplo deste blog. Enquanto você lê estas linhas, poderia pensar coisas do tipo "poxa, realmente faz sentido", ou "discordo completamente". Em ambos os casos, sua resposta verbal seria audível apenas a você, enquanto ainda se restringisse a um pensamento.
Logo, para Skinner, os comportamentos encobertos ("tampados" pela pele) estão sob efeito das mesmas leis que regem os demais comportamentos. Se falar é comportamento, pensar (falar para você mesmo) obviamente também o seria.
Mas Alex, porque tenho de saber isso? Não é obvio? Não, não é. A cultura latina mentalista ao extremo em que vivemos nos ensina a lidar com os fenômenos encobertos como se fossem mentais. Este é o problema. Como dito anteriormente, pouco ou nada avançamos na explicação do fenômeno se nos colocamos a "crer" num pensamento autosuficiente, numa personalidade "X" como causas de comportamento.
Ao contrário de outras abordagens, não precisamos "acreditar" na "internalização" de conceitos, emoções, lembranças, dados, etc. Não precisamos "supor" a existência de um homúnculo, mente, self, ou qualquer outra entidade "dentro de mim", que controle meu comportamento.
Nossa postura é: os comportamentos, ocorrendo dentro ou fora do meu corpo, guardam uma relação funcional com contextos e consequências que produzem no ambiente e pronto! Se um paciente relata pensamentos autodepreciativos, idéias de ruína, etc., ele está se comportando, encobertamente, num contexto auto-observação de falha de desempenho e produzindo como consequência a redução de ansiedade. A esta interação entre contexto, ação e consequência que deve repousar nossa análise funcional. "Suposições" acerca de uma personalidade depressiva não adicionam avanço na análise (por mais que pareçam fazê-lo), ná prática, adiciono um nome mas não explico. As intervenções no caso citado ainda repousarão no contexto e na consequência, não na "tal" Personalidade...
Bem, me despeço, mandando um grande abraço a todos.
:.:Alex:.:
domingo, 8 de março de 2009
O mentalismo nosso de cada dia
O termo "mentalismo" trata-se da prática de atribuir a "entidades sobrenaturais" as causas de nosso comportamento. Skinner, em diversas ocasiões, levantou-se contra tal prática, uma das razões pelas quais propôs um "Behaviorismo Radical". entretanto, pergunta-se: desde quando e porquê o mentalismo ocorreria? Pensemos um pouco sobre isso...
Embora cursos de história da Psicologia e ciências em geral sempre se reportem à Grécia antiga e à Filosofia como iniciadores de tal (na medida em que Sócrátes nos separou dos demais animais por termos a "razão"), penso que a coisa talvez não tenha se iniciado aí.
Basta se reportar a estudos antropológicos, sociológicos ou etológicos. Em tribos, onde a filosofia-disciplina jamais pisou, há exemplos inúmeros de práticas mentalistas.
Bem, até onde compreendo, os homens sempre observaram fenômenos que eram incapazes de explicar. Questões como "de onde viemos", "para onde vamos", etc. são recorrentes. Logo, se meu raciocínio lógico é insuficiente, lanço mão de hipóteses, inferências. Até aí, tudo bem, já que este é o mecanismo inicial da epistemologia como um todo... O problema ocorre quando minhas hipóteses/inferências tornam-se leis inquestionáveis... aí vira questão de credo...
Em minha experiência acadêmica, as justificativas dos alunos para algumas críticas à Análise do Comportamento repousavam em argumentos de fé (não necessariamente relacionados a qualquer religião), e não em dados empíricos. "Mas, prof., o ser humano tem de ser mais que isso, e a mente, e o desejo, etc?" - me interrogam, aparentemene sem compreender que parte da proposta behaviorista radical repousa justamente na "reletura" de toda uma gama de conceitos mentalistas por décadas utilizados pela psicologia.
Tomemos o desejo como exemplo. Obviamente, é de suma importância que a psicologia se debruce sobre a ação de desejar, enquanto comportamento. Até aí, tudo bem. Entretanto, frequentemente se analisa "o desejo", não o verbo, mas o sujeito. Aí, sim, temos problemas. Na medida em que desejo é sujeito, ele se torna "vivo", autosuficiente, quase uma "entidade". Entretanto, a existência do tal "sujeito" é uma inferência a partir do ato de desejar... Logo, se estudarmos o comportamento de desejar estaremos indo muito mais "fundo" na investigação do que chegaríamos por especulações acerca de um constructo inferido, no caso, o desejo.
Mas Alex, e quanto à cultura? Não somos ensinados a dizer e pensar de forma mentalista? Sim, é verdade. O próprio Skinner defendia que a mudança de tal prática cultural pudesse resultar em melhorias na qualidade de vida dos indivíduos.
Como não é (ainda) nosso caso, sugiro que estejamos ao menos atentos aos mentalismos de cada dia, visto que, em contextos que mereçam análise precisa, tal como a terepia, é indispensável a modificação deste olhar, para resultados mais eficientes, rápidos e durarouros.
.: Alex :.
Embora cursos de história da Psicologia e ciências em geral sempre se reportem à Grécia antiga e à Filosofia como iniciadores de tal (na medida em que Sócrátes nos separou dos demais animais por termos a "razão"), penso que a coisa talvez não tenha se iniciado aí.
Basta se reportar a estudos antropológicos, sociológicos ou etológicos. Em tribos, onde a filosofia-disciplina jamais pisou, há exemplos inúmeros de práticas mentalistas.
Bem, até onde compreendo, os homens sempre observaram fenômenos que eram incapazes de explicar. Questões como "de onde viemos", "para onde vamos", etc. são recorrentes. Logo, se meu raciocínio lógico é insuficiente, lanço mão de hipóteses, inferências. Até aí, tudo bem, já que este é o mecanismo inicial da epistemologia como um todo... O problema ocorre quando minhas hipóteses/inferências tornam-se leis inquestionáveis... aí vira questão de credo...
Em minha experiência acadêmica, as justificativas dos alunos para algumas críticas à Análise do Comportamento repousavam em argumentos de fé (não necessariamente relacionados a qualquer religião), e não em dados empíricos. "Mas, prof., o ser humano tem de ser mais que isso, e a mente, e o desejo, etc?" - me interrogam, aparentemene sem compreender que parte da proposta behaviorista radical repousa justamente na "reletura" de toda uma gama de conceitos mentalistas por décadas utilizados pela psicologia.
Tomemos o desejo como exemplo. Obviamente, é de suma importância que a psicologia se debruce sobre a ação de desejar, enquanto comportamento. Até aí, tudo bem. Entretanto, frequentemente se analisa "o desejo", não o verbo, mas o sujeito. Aí, sim, temos problemas. Na medida em que desejo é sujeito, ele se torna "vivo", autosuficiente, quase uma "entidade". Entretanto, a existência do tal "sujeito" é uma inferência a partir do ato de desejar... Logo, se estudarmos o comportamento de desejar estaremos indo muito mais "fundo" na investigação do que chegaríamos por especulações acerca de um constructo inferido, no caso, o desejo.
Mas Alex, e quanto à cultura? Não somos ensinados a dizer e pensar de forma mentalista? Sim, é verdade. O próprio Skinner defendia que a mudança de tal prática cultural pudesse resultar em melhorias na qualidade de vida dos indivíduos.
Como não é (ainda) nosso caso, sugiro que estejamos ao menos atentos aos mentalismos de cada dia, visto que, em contextos que mereçam análise precisa, tal como a terepia, é indispensável a modificação deste olhar, para resultados mais eficientes, rápidos e durarouros.
.: Alex :.
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Indicações de tratamento
Minha formação como Psicólogo, Mestre em Psicologia pela UFES e Analista do Comportamento, tem como objetiov ampliar habilidades no atendimento de crianças, adolescentes e adultos além de
casais, com demanda de modificação de comportamentos.
Caso queira se informar mais sobre a características dos serviços prestados, por favor leia o bloco à direita.
Att.
Alex Roberto Machado
:.:.:
casais, com demanda de modificação de comportamentos.
Caso queira se informar mais sobre a características dos serviços prestados, por favor leia o bloco à direita.
Att.
Alex Roberto Machado
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